Tempo Vivo
Tempo Vivo
A artista Miriam Fischer explora o instante da observação articulado com o tempo da execução das suas pinturas e gravuras. A contemplação da natureza e a investigação das linguagens da gravura e da pintura são as bases da sua poética.
No ateliê, a artista interroga as peculiaridades de cada uma destas linguagens, mas também desenvolve um diálogo entre elas. O seu trajeto poético é repleto de passagens entre ambas. As gravuras apresentam intervenções pictóricas e tratamentos que nos recordam a pintura.
Enquanto isso, a repetição da composição é uma operação recorrente na produção das pinturas. Desse modo, uma prática indica possíveis caminhos para a outra e o fazer segue mediante palpites, decorrentes de tais trocas.
Nestas passagens entre meios de produção, Fischer parece buscar a distância correta e a posição adequada para o registro de suas percepções e memórias da natureza.